domingo, 7 de novembro de 2010

Poema número dois

A Janela


Vejo-te da janela
Todos os dias,
Dia após dia.
Esperando poder
Tocar em teu corpo.
Que me chama
E que inflama,
Infamemente
Meus olhos.
Tento, sem alento
Alcançar
Teus cabelos
Ondulados pelos ventos
Que não sinto soprar;
Vejo-te da janela
Onde jazes, bela
Sem nunca te tocar…
E tudo o que queria
Era poder um dia
Meu coração te dar…
Abrir a janela,
Abraçar-te junto a ela
E nunca mais te largar.




PedRodrigues

1 comentário:

  1. "Abraçar-te (...)
    E nunca mais te largar"

    Que qualidade !

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