segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Poema número doze

Cavaleiros


Há cavaleiros errantes,
Amados e amantes,
Desta vida:
Tão doce, distorcida.
Que nos leva no sorvedouro
E nos chama,
Com mil vozes em coro:
"Vem dar-me a tua mão"
E eu penso para mim:
“Não sou cavaleiro,
Nem amante, por inteiro
Tão pouco estarei cá no fim…”
É então no entretanto
Que entendo o meu pranto
E lhe estendo a minha mão…
Ponho a dela no meu peito
E em sinal de respeito
Ofereço-lhe o meu coração.


PedRodrigues

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