sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Poema número oito

Reencontro


Viesses tu ver-me à beira-mar,
Sentir comigo o cheiro a maresia
Ao som das ondas a rebentar
Esperaríamos pelo final do dia.

Os elogios que tinha para te dar
Guardei-os em cada grão de areia
E em cada gota do vasto mar
Guardei as histórias da nossa epopeia.

São mais que histórias de embalar
É o Amor, contado à nossa maneira
Não consta das cartas de marear
Mas tu eras a minha sereia…

Viesses tu contar-me histórias
Enquanto o sol doirava a água
Tudo isto, não seriam memórias
E a espera não se tornaria em mágoa.

Vem ver-me então à tardinha
Que estarei sentado junto ao mar
E enquanto a noite se avizinha,
Voltaremos a nos apaixonar.

PedRodrigues

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