domingo, 7 de novembro de 2010

Poema número um

Desvarios


Já fui mar na pedra a bater
Em noites agrestes de tempestade
Já fui fogo na lareira a arder
Em noites tempestuosas de saudade
A saudade que hoje de ti sinto
Sentado à lareira a ver o mar
Dói-me na alma ébria de absinto
Dói-me no corpo sem me matar
E esta dor que trago por dentro
Sem nunca ao mundo mostrar
É o pedaço que tenho de alento
Que me faz querer continuar
Amando-te na tempestade
(E em todos os momentos)
Irracional como o fogo
E poderoso como o mar

PedRodrigues

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