terça-feira, 23 de novembro de 2010

Poema número vinte e um

Vinte e um


Mais um ano,
Mais um dia,
Desta vida…
Melancolia…
Deste ócio,
Que me rasga
A carne
E o coração
Como faca,
Em manteiga
Num dia de Verão
Em mais uma Primavera
Desta vida
Que me embarca,
Esquecida.
Em dias de valor
Sou eterno, pescador
De sonhos ingénuos
Tais como: o Amor
Que não obriga
Mas desencaminha
O meu ser
Sem esquecer
Que a vida
São dois dias
E o que eras,
Ou serias
Ainda poderás
Vir a ser…


PedRodrigues

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