segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Poema número vinte

Rosa


Sou uma rosa,
Que tu gostas de cheirar.
Mas não me tentes
Não me arranques
Não te quero magoar.
Sou belo, misterioso
Com um toque venenoso
Hipnotizo teu olhar.
Doce suor da luxúria
Que sentes no ar.
Excito teu corpo
Louco de desejo
Imploras que ceda
Te conceda este beijo.
Mas os espinhos
Malditos espinhos
Que cruzam nossos caminhos
Obrigam-te a parar.
Sou uma rosa
Triste, caprichosa
Com medo de amar.
Se um dia o fizer
Será de forma demente
Fugaz, certamente…
Pois ninguém me pode tocar.


PedRodrigues

1 comentário:

  1. Tão simples e tão belo :) Gostei imenso!
    Fátima Castro

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