quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Poema número vinte e oito


Com sorte, levas um corte



Fala-me um pouco mais de ti,
Antes que perca o Norte.
Chega de falar de mim
Que a bebida já está forte…
E eu estou a alucinar:
Já te estou a ver despida
No meu corpo a tocar
Como álcool em ferida.
Sinto então um arrepio
E o bater de um coração
Tento desviar meu corpo
Do toque da tua mão.
Acordo, então, por fim
De tamanho desvario
Estás a olhar para mim
E eu para o copo vazio.
Arranjo forças cá dentro
E digo-te um “olá”
E tu estragas-me o momento,
Respondendo: “ Até já!”



PedRodrigues

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