quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Poema número vinte e seis


Ruas da Vida



Ela anda por aí, perdida
Eu procuro e procuro
pelas ruas da vida
e tento não me perder
também eu me sinto
ébrio de whisky ou absinto
ou drogado de amor
E esta ferida que dói
da solidão que corrói
obrigando-me a beber
do fel desta vida
onde ela anda perdida
e eu a tardo encontrar
abrindo a ferida
que me leva de vencida
sem nunca me matar...
pergunto a mim e ao céu
se o problema sou eu
que não fui feito para amar
ou serão as ruas da vida
uma fábula perdida
escrita para nos desencontrar?



PedRodrigues

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