quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Poema número vinte e sete


Soneto da Saudade


Esta dor que vem quando me lembro:
Das vidas enlaçadas em finos linhos,
Do peito cravado por longos espinhos
Do frio que vem nas noites de Dezembro.

E o sol que doirava e agora se esvai…
A rosa que brotava e agora morreu,
A alma que arde, como nunca ardeu.
Matuta-me na cabeça e não me sai.

Tudo é triste e me desassossega…
Tudo é triste e me lembra de ti:
A rosa, o cravo e até o jasmim

Enquanto este monstro em mim impera
Não vejo a hora de chegar meu fim
Não encontro em mim, aquilo que era!

PedRodrigues

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