sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Reflexões a quente

Sou fã do Ken. Não fosse ele um boneco e seria o homem perfeito. Está casado há mais de cinquenta anos com a Barbie. Sempre de sorriso estampado no rosto. Já não há casamentos assim. O amor tem relógio. O tempo passa e o amor desvanece. Não há Kens na vida real. Já ninguém aguenta cinquenta minutos de sorriso na cara com a pessoa que ama. Quanto mais cinquenta anos. O casamento perfeito que os pais oferecem aos filhos. Passa de geração em geração. Ninguém lhe liga. Mas, para mim, o Ken é o protótipo do homem perfeito. Gostava de ser como ele. Gostava de encontrar a minha Barbie. Cada minuto é uma eternidade. Imaginem cinquenta anos. Não há eternidade quando se ama. Não devia haver um relógio no amor. Cada vez gosto mais do Ken. Nunca se separou da mulher amada. Sempre a sorrir para ela. Já viram como a Barbie parece feliz? Não acredito que seja fachada. Nunca encontrei o amor. Mas acredito que ele existe. Acredito em almas gémeas. Acredito na paridade de tudo o que existe. Se há um Ken, há uma Barbie. Já os amores eternos... Nada é eterno. Mas cada segundo é eterno. Se um dia encontrar a minha Barbie, gostava de morrer de mãos dadas com ela. Não me vejo de outra forma. O amor não envelhece. O amor não sai de moda. O amor devia ser eterno. Gostava de adormecer a sorrir para a minha Barbie. Gostava de acordar a sorrir para ela. Sou mesmo fã do Ken. Passar a eternidade a sorrir. Já não há casamentos assim. Não existem amores eternos. Quem me dera encontrar o amor. Quem me dera que os pais nos ensinassem a amar. Nos ensinassem o segredo dos casamentos de cinquenta anos. Quando for grande quero ser como o Ken: quero ter uma Barbie. Quem me dera sorrir para ela durante uma eternidade. Será que o Ken não se cansa de sorrir? Quem sorri por gosto, não se cansa... Nunca!


PedRodrigues

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