sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

O Amor acontece na altura errada, ou: talvez a última carta de amor.

Sei que não nos falamos há ao que parece uma eternidade, principalmente porque sou uma pessoa difícil. Não quero que me interpretes mal, longe disso. Tenho tendência a não cometer o mesmo erro duas vezes. Não erres no julgamento. Eu certamente não o fiz e 'once upon a time' eu e tu fomos felizes (talvez não ao mesmo tempo, não sei). O que me sobra em jeito com as palavras, falta-me em jeito com as mulheres de quem gosto. A minha vida é a prova disso. Posso morrer a qualquer momento e este mundo é feito desses dramas, daí te estar a escrever. Há poucas mulheres que me marquem. A minha mãe é a única que me marcou para a vida, até agora. Tu, a Ana e ela são as únicas que hão-de ter sempre espaço no meu coração. Mesmo no final, quando deixar de bater e me fizerem a autópsia o vosso nome estará lá. A minha mãe por me ter dado à luz (e por ser minha mãe). A Ana por ter sido a minha primeira namorada, no verdadeiro sentido da palavra. Tu... Tu és o maior erro da minha vida. Que se foda a farmácia e a engenharia civil, os anos de enganos... Tu foste o maior erro que cometi. Não te consegui ter por medo, ou não saber amar. Não nasci formatado dessa maneira. Nunca amei. Achei-me sempre melhor que essa merda. Mas não sou. Não quero que me leves a mal. Que leias isto com duplo significado. Só te peço: lê tudo o que escrevi. Já provei muito desta vida... Não tudo, mas quase. De qualquer das formas, sinto falta, todos os dias, de algo. Detesto errar. Tu sabes. Detesto ser como sou. Tu sabes. Detesto não me sentir o melhor. Mas sinto. Há coisas na vida que não encaixam. Isto não é Tetris. Desculpa-me, que eu não consigo. Não sou melhor que ninguém. Lamento.


PedRodrigues

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