quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Croniquinha do novo ano


Começou. Abre o peito às balas. Começou. Não tenhas medo. Avança. Sentes o coração a disparar? Sentes a adrenalina do não saber? Uma nova etapa, uma nova viagem, um novo recomeço, centenas de páginas em branco. Começou. Vai à luta. Delira um pouco. Ousa sonhar. Tens histórias para contar e outras tantas para escrever. Acredita em ti. Mete a mão no peito e sente o coração, tolo, descontrolado. Olha em frente. Lembra-te do passado, recorda os erros, recorda os ensinamentos, recorda os falhanços e as quedas, mas olha em frente. Olha o horizonte, estica a mão, agarra um punhado de ar, agarra outro e outro. Avança. Sem medo, avança. Pede beijos e carinhos. Sente a chuva gelada no rosto, a roupa molhada no corpo. Sente a chuva como se fizesse parte de ti, como se fossem apenas um. Olha o céu e deseja-o. Agarra um punhado de ar enquanto olhas o céu. Sente o sangue nas veias e o chão que pisas. Não é tão bom estar aqui? Não é tão bom fazer parte de algo tão belo? Sente a chuva e imagina o sol. Os dias quentes que acabarão por vir. Tudo vai e tudo vem. A vida é este ciclo vicioso. São as leis de Newton, de Avogadro, de Hooke, de Joule. São as tuas leis, as minhas leis, as nossas leis à mistura. Desacredita essa concepção ptolemaica de que o universo tem o centro no teu umbigo. Sê singular, mas pensa no plural. Diz não ao egoísmo. Acredita que fazes parte de algo maior que tu. Lembra-te da chuva. Recorda o sol. Funde-te com este mundo. Não tenhas medo de viver devagar. Dá tempo ao tempo. Acredita no poder das palavras. Na força de um olhar. Não tenhas medo de dizer. Não tenhas medo de sentir. Se caíres: levanta-te. Sente e faz sentir. Ama. Acredita no Amor. Vence etapas. Olha em frente. Escolhe viver. Ama mesmo. Ama como se deve amar. Faz alguém sorrir e vê o teu reflexo nesse sorriso. Começou. Estás com medo? É normal. Dá-me a mão. Começamos juntos. Olha para mim. Vês o brilho nos meus olhos? É esperança. Pede um desejo. Define objectivos. Não tenhas medo. Dá-me a mão. Palavra de honra que não a largo. Sentes o cheiro da terra molhada? Sentes a maresia? Consegues ver o horizonte? Já imaginaste o que estará para lá desse horizonte? Comecemos, sem medo. Dá-me a mão, sente a chuva gelada. Olha para mim. Não tenhas medo. Dá o primeiro passo e não tenhas medo. Acredita!

 

PedRodrigues

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