sábado, 4 de julho de 2015

Ao Porto


Da cidade ficam as imagens das casas emparelhadas umas nas outras, formando um quadro de cores, ou uma espécie de poesia urbana que se entranha por dentro. No rio bóiam barcos e recordações de um país com pronúncia do norte. Há, neste espaço, uma simpatia palpável. As pessoas são calorosas e olham-nos nos olhos, sem medo. A beleza da cidade do Porto só é superada pelo calor humano das suas gentes. Gosto de pessoas assim, sem medo de serem autênticas. Gosto de quem cumprimenta um desconhecido com um “bom dia” e um sorriso genuíno. Sabe-me bem. Faz-me sentir em casa, mesmo estando a centenas de quilómetros. É isso que me atrai no norte: as suas pessoas. Não só a sua beleza. Porque as cidades não vivem de si, mas de quem nelas habita: são feitas de gente. E as gentes do Porto são feitas de norte. Esse norte tão frio que as torna tão calorosas. Há, realmente, um Porto onde se morre de amor. Uma cidade que se dissolve nos corações de quem nela habita. E é transmitida e reproduzida fielmente em cada canto, no sotaque carregado das conversas de rua. Ou nos gestos e na bondade dos nortenhos. Há um Portugal suave, aqui. Um espaço onde sonhar é permitido.

 

PedRodrigues

Sem comentários:

Enviar um comentário